Soja Plus na Mídia

Sintonia Fina

Sintonia Fina

23/10/2012

Programa Soja Plus busca sensibilizar, capacitar e oferecer assistência técnica para que o produtor adote amplamente as normas socioambientais

O estímulo à produção sustentável ganha mais força no Mato Grosso desde  a criação do Programa Soja Plus, em 2010,  por entidades representativas do setor. Em  2012, desde de agosto, o programa oferece  23 cursos em 23 municípios do Estado. O  tema abordado é a Norma Regulamentadora nº 31, que trata da questão trabalhista no campo. Ao todo, a NR 31 possui 256 tópicos. "É comum afirmar-se que é quase  impossível cumprir todos, mas reunimos os  principais, entre 15 e 20 regras, para apresentar aos produtores", relata Bernardo  Pires, engenheiro florestal e coordenador  ambiental da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).

Além disso, entre janeiro e fevereiro de  2012, foram realizados 10 dias de campo  sobre saúde no trabalho e boas práticas, em  parceria com a Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso (Fundação  MT). A atividade contou com a participação  de 3.820 produtores, pesquisadores e estudantes. Também foram contratados supervisores de campo, entre os quais engenheiros agrônomos e florestais, para orientar  individualmente os produtores a adotarem  práticas ambientais e sociais sustentáveis. "O  plano era atender, entre maio e dezembro,  cerca de 300 fazendas", destaca Pires.

Os supervisores, além de orientarem,  observam diversos indicadores socioambientais para avaliar a evolução do nível de  gestão das fazendas. Através do diagnóstico, cada proprietário poderá buscar a melhoria gradativa das suas práticas e estruturas. Conforme Pires, a grande maioria dos  agricultores atendidos pelo programa, cerca de 90%, são de pequeno e médio porte. "Eles estão respeitando muito as áreas de  preservação permanente", destaca.

Outra medida implementada foi a  distribuição e a colocação de 30.000 placas de orientação nas propriedades. Elas  apontam os riscos existentes em determinados locais, indicando, por exemplo, o uso  obrigatório de máscara para entrar em silos  e armazéns. Ainda será apresentada aos  produtores uma miniatura de uma fazenda  adequada que não ofereça risco de saúde  aos trabalhadores. "Por outro lado, estamos  prevendo dias de campo para esclarecer  as dúvidas dos agricultores a respeito do Novo Código Florestal", antecipa Pires.

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